Anatomia de uma violação · Capítulo 2 de 6
Criptografia e proteção de dados · Custódia de chaves
A empresa criptografava tudo: banco de dados, backups, comunicação entre sistemas. O problema era onde as chaves moravam.
Pela interface esquecida do capítulo 1, o invasor chega a um servidor de aplicação. Lá dentro, faz o que qualquer administrador faria: lê os arquivos de configuração. Ali estão as chaves que protegem o banco de dados de clientes, guardadas em software, no mesmo disco.
O algoritmo era forte. A chave estava acessível. Criptografia sem custódia de chaves é uma porta trancada com a chave pendurada na maçaneta.
Por que a custódia de chaves fica em um HSM
Chaves críticas vivem em um HSM: um equipamento dedicado e certificado, de onde a chave não sai. A aplicação pede a operação, o HSM executa, e a chave nunca fica exposta em memória ou em disco. Mesmo com o servidor comprometido, o invasor não encontra um arquivo para copiar.
A força da criptografia depende de onde está a chave. Em software, ela é um arquivo. Em um HSM certificado, ela é uma raiz de confiança.
Prefere conversar com a equipe? Fale com a Kryptus no WhatsApp.
3h17 da manhã. Os dados começam a sair, e os logs registram tudo. Só falta alguém olhando.
Anatomia de uma violação é uma série editorial da Kryptus. O caso é um cenário ilustrativo, montado a partir de padrões recorrentes de incidentes.
