Kryptus discute a ubiquidade da Criptografia e Identidade Digital durante o Rio Innovation Week

A empresa participou do evento em parceria com a CryptoID para mostrar a ampla relevância da tecnologia hoje e no futuro das sociedades

Dos dias 13 a 16 de janeiro de 2022, 48 mil pessoas participaram do Rio Innovation Week e conferiram de perto o mais completo encontro de tecnologia e inovação da América Latina. 

A Kryptus participou da arena Sociedade 5.0 organizada em parceria com a CryptoID, com a palestra Criptografia e Identidade Digital, ministrada pelo Dr. Roberto Gallo, CEO da empresa.

O executivo iniciou sua apresentação afirmando que é fundamental as pessoas entenderem o papel da tecnologia nos negócios, os avanços que ela proporciona e como a proteção de dados deve estar ligada a esse tema. 

“A transversalidade da criptografia hoje em dia é inegável e sua utilização no contexto das assinaturas digitais tem trazido grandes avanços na prestação dos serviços públicos, por exemplo, ampliando o acesso, reduzindo drasticamente os custos, com garantias de segurança e privacidade”, afirmou abrindo a discussão. 

Já a aplicação da tecnologia aos NFTs (Non fungible tokens) amarra qualquer conjunto de regras que se expressariam em um contrato a um ativo 100% digital, libertando um valor novo que pode ser transacionado facilmente e de forma verificável

Gallo também comentou sobre como a LGPD pode se beneficiar da criptografia para a proteção de dados, porém ressaltou que o protagonismo de quem tem expectativa de direito é essencial. “A privacidade não é um direito que se garante passivamente, é preciso cobrar ativamente a aplicação da criptografia”.

Em uma visão de longo prazo, fez um alerta para a computação quântica que pode ser uma ameaça quando há a necessidade de proteger uma informação por muito tempo, pois a maior parte dos algoritmos utilizados hoje poderão ser quebrados no futuro. “Sabemos que o quântico vem para resolver muitas questões, mas, para a criptografia, o problema está mais adiante, pois não se sabe o que será feito em relação às informações que foram encriptadas de forma tradicional”, explicou Gallo.

Mencionou ainda a revolução para as próximas décadas prometida pelo conceito de criptografia homomórfica que vai permitir a computação diretamente em dados encriptados, facilitando a aplicação do potencial da nuvem para dados críticos de privacidade. Com essa inovação, passa a ser possível processar uma informação cifrada sem que seja decifrada, ou seja, os dados nunca ficam em claro. “Imagine que os dados chegam ao provedor de nuvem já encriptados de forma especial para armazenamento. Quando precisam ser consultados ou processados, a operação é recebida encriptada e o provedor retorna com o resultado também encriptado, sem precisar conhecer a solicitação ou a informação. Vai parecer mágica!”, esclareceu Gallo.

Enquanto a criptografia evolui de forma ubíqua para proteger a privacidade e os segredos, a mesma segue disponível aos criminosos que podem utilizá-la para infectar máquinas e paralisar um sistema crítico ou para impedir a ação da segurança pública na prevenção de ataques. “Não é só pessoa boa que usa criptografia, as mesmas táticas de proteção de dados são utilizadas por terroristas, cibercriminosos e até mesmo por nações para forjar uma guerra. A área da saúde, política, segurança de Estado podem ter prejuízos imensuráveis quando se trata de um ataque cibernético”, comentou.

Fechando sua apresentação, o CEO da Kryptus concluiu que conviver com essa dualidade na inovação tecnológica trará sempre decisões difíceis para a sociedade. “É importante manter a discussão aberta e buscar estar sempre à frente das ameaças.”

HSM: kNET

Kryptus kNET é um Módulo de segurança de hardware (HSM) com certificação ICP-Brasil e FIPS certificado, que protege aplicativos críticos protegendo chaves e softwares sensíveis com desempenho de nível superior.


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